Wednesday, February 3, 2016
O Destino
"O homem nem sonha que, não tendo ainda sequer começado a recrutar os tripulantes, já leva atrás de si a futura encarregada das baldeações e outros asseios, também é deste modo que o destino costuma comportar-se conosco, já está mesmo atrás dd nós, já estendeu a mão para tocar-nos o ombro, e nós ainda vamos a murmurar, Acabou-se, não há mais que ver, é tudo igual." (O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago, 42)
No conto O Conto da Ilha Desconhecida, Saramago mostra como que se trata do destino nas nossas vidas. Saramago usa um narrador heterodiegético e onisciente para poder dar explicações do texto juntamente com o texto em si. Assim, Saramago pode usar o narrador para mostrar uma profundeza do conto que faz com que o leitor compreende o porquê do conto. Também Saramago dá uma obscuridade aos personagens, mesmo sendo personagens redondos. Isso faz com que o leitor pode focar mais no conto de que nos personagens e quem que são. Eu gosto de como que Saramago fez isso, porque ele usa um conto simples para demonstrar algo específico e profundo. Saramago mostra como que é a vida, e que a vida depende das nossas decisões, e a ajuda das pessoas ao nosso redor.
Saramago mostra que o destino bota as pessoas certas nas nossas vidas para nos ajudar, e que se a gente for procurar a si mesma, só poderemos nos encontrar a deixar o que nos faz confortável. Justamente como o homem explica, Se não sais de ti, não chegas a saber quem és. Se a gente não deixar os confortos da vida, não podemos saber quem somos, sabemos apenas quem somos naquela situação, naquele conforto. A pensar nisso, eu me lembro muito do escritor americano, Henry Thoreau, quem saiu de sua casa para construir uma casa na floresta. Ele saiu do seu conforto para encontrar algo mais na vida, para encontrar o que é essencial, e como as coisas supérfluas nos afeitam.
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