Thursday, January 21, 2016

O Poder dos Livros

"Duarte acompanhou a major até a porta, respirou ainda uma vez, apalpou-se, foi até a janela. Ignora-se o que pensou durante os primeiros minutos; mas, ao cabo de um quarto de hora, eis o que ele dizia consigo:- Ninfa, doce amiga, fantasia inquieta e fértil, tu me salvaste de uma ruim peça com um sonho original, substituíste-me o tédio por um pesadelo: foi um bom negócio. Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco." (A chinela turca, Machado de Assis, 38) Neste conto sobre uma visita noturna Machado de Assis mostra o poder de um bom livro. Por causa do livro que Lopo Alvez deu para Duarte ler, Duarte viaja para dentro da história, como se ele fosse a personagem principal de tal livro. Assim Machado mostrou como um livro, bem escrito, vive na imaginação fértil do leitor. Se o livro de Lopo Alves não fosse bom, Duarte nem terei tido mais vontade de continuar a leitura, mas por causa do jeito que o escritor pegou ele, pareceu para ele que ele mesmo estava vivendo o que lia. Este é o sentimento de um leitor se perder num livro. Este conto me lembrou do livro Inkheart, em que uma das personagens principais tem o poder de fazer as personagens dum livro sair quando for ler o livro em voz alta. Isso faz com que as personagens, sem entrar no livro, vivem o conto. Este livro, como A chinela turca, mostra os problemas, os perigos, e a aventura de ler um livro.

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