Thursday, January 14, 2016

O Enfermeiro

"Os anos foram andando, a memória tornou-se cinzenta e desmaiada. Penso às vezes no coronel, mas sem os terrores dos primeiros dias. Todos os médicos a quem contei as moléstias dele, foram acordes em que a morte era certa, e só se admiravam de ter resistido tanto tempo. Pode ser que eu, involuntariamente, exagerasse a descrição que então lhes fiz; mas a verdade é que ele deveria morrer, ainda que não fosse aquela fatalidade..." (Machado de Assis, O Enfermeiro, 25-26) Aqui vemos o final da história do enfermeiro; ele se tornou um homem duro, e esquecido. Depois de ter matado o coronel, ele recebeu toda a herança dele. Depois de doar uma parte da herança, ele ficou com o resto. Depois de ter aceitado os elogios da vila por ficado lá, por ter sido o único amigo do coronel, o enfermeiro deixou essa tênia moral crescer dentro dele. Ele não se ligava mais com o que era o certo ou o errado, mas com o que era apropriado para o momento e ocasião. Assim, na verdade, eu vejo que o enfermeiro se tornou um pouco como o coronel chato que ele tinha matado. Justamente como um livro que eu amo ler, onde o personagem principal se torna uma pessoa mais dura para meter justiça aos que maltrataram ele do que eles mesmos eram, o enfermeiro se tornou uma pessoa mais dura e imoral que o coronel. Esse livro que eu amo é O Conde de Monte Cristo. O conde, um homem justo, diligente, mas sem educação perde a vida dele por causa dos desejos injustos das outras pessoas. Essas pessoas combinam para destruir ele, para poderem ter o que elas querem da vida. Mas quando esse homem volta com muito dinheiro e influência, ele mete a justiça às pessoas injustas que injuriaram ele. Assim o conde se torna uma pessoa em cima da lei, que tem um código moral diferente que as outras pessoas. Da mesma forma, eu vejo o enfermeiro ter se tornado uma pessoa indiferente às injustiças e códigos morais da sociedade.

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